Vídeo: Irmão de Eliza Samúdio faz grave acusação contra a mãe: ‘Espero que…’

Na última terça-feira, dia 26, um assunto polêmico voltou a circular nos noticiários e redes sociais: Arlie Moura, irmão de Eliza Samúdio, resolveu abrir o coração e expôr situações delicadas envolvendo a própria mãe, Sônia Fátima. A revelação não veio de forma fria ou protocolar, mas sim carregada de emoção, através de uma live mediada por Leo Áquilla, que é conhecida não só como artista, mas também defensora ferrenha dos direitos da comunidade LGBT+.
Arlie, que tem apenas 26 anos, relatou publicamente algo que, infelizmente, não é raro de se ouvir nos dias de hoje: a falta de aceitação dentro da própria família. Ele contou que foi bloqueado pela mãe nas redes sociais logo depois de assumir sua identidade como pessoa não binária e também como homossexual. Situação dolorosa, afinal, se espera da mãe um porto seguro, e não uma barreira. Segundo ele, essa atitude não foi apenas um simples “bloqueio de internet”, mas um gesto que representa um muro erguido entre mãe e filho.
Além disso, Arlie relembrou episódios de homofobia vindos justamente de quem deveria estar ao lado dele. Situação que, infelizmente, ainda ecoa em muitos lares brasileiros em 2025, mesmo depois de tantas discussões, leis e avanços nos direitos civis. Quem acompanha as pautas de diversidade sabe que os discursos de ódio têm ganhado força em alguns setores, especialmente nas redes, e isso acaba respingando em famílias já fragilizadas.
Ele explicou também que, há pouco mais de um mês, buscou os jornais de Campo Grande, sua cidade natal, para se apresentar ao público, já que até então era pouco conhecido. Essa tentativa de mostrar quem realmente é acabou piorando a relação com a mãe. Segundo Arlie, Sônia Fátima teria se recusado a aceitar o nome social dele, bem como sua orientação, deixando claro que o vínculo mãe e filho não está nada bem.
Outro ponto citado por Arlie foi o conflito com o sobrinho Bruninho, filho de Eliza Samúdio — que, para quem não se lembra, foi a ex-namorada do goleiro Bruno, assassinada em um caso que até hoje choca o país. Bruninho, que cresceu cercado de atenções da mídia e hoje já é adolescente, também teria bloqueado o tio nas redes, mas nesse caso por divergências políticas. Um detalhe que mostra o quanto a polarização no Brasil, que se acentuou desde as eleições de 2018 e segue até agora, em 2025, continua interferindo até nos almoços de família.
O encontro com Leo Áquilla foi carregado de sentimentos à flor da pele. Arlie se mostrou fragilizado, mas firme na decisão de não esconder quem é. Leo, que já enfrentou inúmeros preconceitos na própria trajetória, se solidarizou com a situação e contou ter percebido um contraste: enquanto recebeu apoio da mãe de Arlie em Brasília, notou que essa mesma postura não se repetiu quando o assunto era o filho dela. Isso deixou no ar a sensação de que existem máscaras usadas em público, mas que caem dentro de casa.
O caso levantou reflexões nas redes. Muitos internautas se solidarizaram com Arlie, destacando que o maior desafio para quem pertence à comunidade LGBTQIAP+ não é só lidar com a sociedade, mas, muitas vezes, enfrentar rejeição justamente onde deveria existir acolhimento. Outros comentaram a importância de figuras como Leo Áquilla, que oferecem voz e espaço para que histórias como essa não passem despercebidas.
No fim das contas, a fala de Arlie Moura não é apenas um desabafo familiar, mas também um retrato da realidade de milhares de jovens brasileiros que ainda sofrem para ter seu nome, sua identidade e sua dignidade respeitados. É um lembrete duro de que, apesar dos avanços, ainda temos muito chão pela frente quando o assunto é respeito e empatia.