Renata Vasconcellos surge ao vivo no JN e dá notícia que milhões de brasileiros não queriam ouvir

Na noite de terça-feira, 15 de julho, quem ligou a TV na Globo pra assistir ao Jornal Nacional levou um baita susto. William Bonner e Renata Vasconcellos, como de costume, estavam lá, firmes no comando da bancada. Mas dessa vez, o clima era outro. Entraram no ar com um tom mais sério que o habitual, trazendo uma bomba que ninguém tava esperando — ou, pra ser mais justo, que muita gente até já suspeitava, mas não queria acreditar.

Logo nos primeiros minutos, Renata soltou a notícia que caiu como uma pedra no estômago de uma parte considerável da população brasileira: Jair Bolsonaro pode pegar até 43 anos de cadeia. Isso mesmo. Quarenta e três.

O motivo? Um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que quer a condenação do ex-presidente por liderar, segundo eles, uma organização criminosa com o objetivo de aplicar um golpe de Estado e se manter no poder a qualquer custo. O caso, claro, gerou um rebuliço danado nas redes sociais e virou pauta quente nos grupos de WhatsApp de família, onde política e futebol sempre dão treta.

Segundo as palavras apresentadas no JN, a acusação diz que Bolsonaro usou sua influência e apoio de aliados pra desacreditar o sistema eleitoral brasileiro — aquele mesmo das urnas eletrônicas que, até prova em contrário, continuam sendo seguras e auditáveis. Mas ele foi além: teria também incitado ataques contra instituições democráticas, como o STF e o Congresso Nacional, e ainda articulado manobras pra instaurar um estado de exceção no país. É coisa pesada.

Os crimes apontados no pedido da PGR são os seguintes, anotem aí:

  • Organização criminosa armada (Lei 12.850/2013)
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (art. 359-L do Código Penal)
  • Tentativa de golpe de Estado (art. 359-M do Código Penal)
  • Dano qualificado contra o patrimônio da União (art. 163, parágrafo único)
  • Deterioração de patrimônio tombado (Lei 9.605/1998)

Tudo isso somado pode levar à tal pena máxima de 43 anos. É prisão suficiente pra mudar o rumo de qualquer biografia, até a de um ex-presidente da República. A Renata até deixou no ar que o caso pode render muito mais nos próximos dias, e, sinceramente, não é difícil de acreditar.

O mais curioso é que enquanto a notícia estourava na Globo, parte do público reagia com choque, enquanto outros diziam: “Tava na cara”. Essa polarização ainda pulsa forte no país, mesmo depois de anos do fim do governo Bolsonaro. Mas agora, com o peso da justiça se aproximando, tudo muda de figura. Não se trata mais de achismo ou de narrativa. Estamos falando de um processo jurídico real, com implicações sérias e consequências históricas.

Vale lembrar que essa movimentação da PGR acontece num contexto em que o Brasil tenta, aos poucos, reconstruir suas instituições e a confiança no sistema democrático. Com tantos escândalos nos últimos anos — da Lava Jato à pandemia —, a população já não engole qualquer coisa calada.

E aí, resta a pergunta: será que a justiça vai ser feita? Ou tudo vai acabar em pizza, como tantas vezes já vimos por aqui? Só o tempo vai dizer. Mas que a bomba caiu em pleno horário nobre, isso ninguém discute. E ela ainda vai fazer muito barulho.

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