Juliana Bonde revela que Fábio de Melo já come…ver mais

Juliana Caetano, mais conhecida como Juliana Bonde, voltou a ser o centro das atenções com o lançamento de sua nova música de trabalho, intitulada “Periquita”. A canção, marcada por letras de duplo sentido e referências explícitas a figuras públicas de diferentes áreas, rapidamente viralizou e provocou uma enxurrada de reações nas redes sociais. Entre críticas, memes e elogios, o nome da cantora figurou entre os assuntos mais comentados do país.

O conteúdo controverso da letra
Na música, Juliana menciona nomes como Gusttavo Lima, Boninho, Padre Fábio de Melo, Pabllo Vittar, Jair Bolsonaro, Luan Santana, DJ Ivis e o ex-presidente Lula. Cada citação vem acompanhada de justificativas irreverentes sobre quem “receberia” ou não sua “periquita”, termo usado com forte conotação sexual e humorístico. Trechos como “Vou dar a minha periquita para o Gusttavo Lima, que está doido para virar solteiro” e “Não vou dar pro Luan Santana, ele pode não gostar de periquita” exemplificam o tom provocativo da composição.
A menção ao padre Fábio de Melo, por exemplo, gerou uma das maiores controvérsias. Juliana afirma que daria a “periquita” ao religioso porque ele “pega periquita escondido”. A repercussão foi tão intensa que a própria cantora se manifestou posteriormente, dizendo que se arrepende de ter incluído o nome do padre na letra.

Reações nas redes e impacto cultural
A música dividiu opiniões. Enquanto alguns internautas elogiaram a ousadia e o humor da artista, outros criticaram o conteúdo como ofensivo, desrespeitoso e até passível de processos judiciais. Comentários como “Quantos direitos humanos Juliana Bonde violou em 180 segundos de música?” e “Essa versão vai render uns 307 processos” ilustram o tom ácido das críticas online.
Juliana, por sua vez, defendeu sua criação dizendo que não tem formação musical tradicional e que compõe com base em sua realidade. Ela também destacou que mais de 30 famílias dependem de seu trabalho e que a música foi uma tentativa de manter sua carreira ativa após o cancelamento de shows durante a pandemia.

Entre a liberdade artística e o limite do bom senso
A polêmica em torno de “Periquita” reacende o debate sobre os limites da liberdade artística e o papel da música popular na sociedade. Enquanto alguns defendem o direito de expressão irrestrito, outros apontam que figuras públicas têm responsabilidade sobre o conteúdo que divulgam, especialmente quando envolvem temas sensíveis como religião, sexualidade e violência.
Juliana Bonde, que já é conhecida por seu estilo provocativo e presença marcante nas redes sociais, parece ter abraçado a controvérsia como parte de sua identidade artística. No entanto, o episódio também mostra que o público está cada vez mais atento e crítico, exigindo posicionamentos e explicações diante de conteúdos que ultrapassam o limite do entretenimento.
O futuro da artista após a repercussão
Apesar das críticas, Juliana continua promovendo a música em seus shows e plataformas digitais. Ela afirma que não consegue cantar o trecho sobre o padre Fábio de Melo e deixa o público completar essa parte, demonstrando que, mesmo arrependida, não pretende retirar a canção de seu repertório.
A repercussão da música “Periquita” mostra que Juliana Bonde sabe como movimentar a internet — seja por meio da irreverência, da polêmica ou da autenticidade. E, gostando ou não, o público segue atento a cada passo da artista.