Flávio Bolsonaro lamenta m0rte e anuncia que vai d…Ver mais

A brutal morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, ultrapassou o campo da indignação animalista e se transformou em um tema de repercussão nacional. O caso, que envolveu quatro adolescentes, trouxe à tona novamente o debate sobre a responsabilização penal de jovens autores de crimes graves. A violência contra o animal gerou comoção social e reacendeu discussões sobre a eficácia das leis atuais e a sensação de impunidade diante de atos de extrema crueldade.

Flávio Bolsonaro e a defesa da redução da maioridade penal
Diante da repercussão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reforçou sua ofensiva pela redução da maioridade penal, uma bandeira histórica de seu mandato no Congresso. Autor da PEC 32/2019, que propõe a responsabilização criminal de jovens a partir dos 16 anos, o parlamentar afirmou que episódios como o de Orelha não podem ser relativizados pela idade dos autores.
Em publicação nas redes sociais, Flávio destacou que crimes bárbaros revelam que a violência começa cedo e não pode ser tratada como infração menor apenas em razão do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Para ele, a legislação atual falha em proteger inocentes e acaba alimentando a sensação de impunidade.

Endurecimento das medidas socioeducativas
Além da redução da maioridade penal, o senador voltou a defender o endurecimento das medidas socioeducativas. Segundo ele, a frouxidão do sistema atual permite que crimes graves sejam absorvidos por brechas legais, sem que haja uma resposta proporcional do Estado. Flávio argumenta que, diante de atos de barbaridade, é necessário que a punição seja firme e exemplar, sob pena de transformar exceções em rotina e enfraquecer a confiança da sociedade na justiça.

O debate sobre legislação e impunidade
O caso de Orelha expõe uma discussão recorrente no Brasil: até que ponto a legislação vigente é capaz de proteger vítimas e responsabilizar autores de crimes graves cometidos por adolescentes. De um lado, defensores da redução da maioridade penal apontam que a atual estrutura jurídica favorece a impunidade e não reflete a gravidade de determinados atos. Do outro, críticos da proposta argumentam que a mudança não resolveria os problemas estruturais da violência e poderia agravar a situação do sistema prisional.
A morte do cão comunitário Orelha se tornou símbolo de um debate maior sobre justiça, impunidade e responsabilização penal de adolescentes. A proposta de redução da maioridade penal, defendida por Flávio Bolsonaro, volta ao centro das discussões políticas e sociais, dividindo opiniões e levantando questionamentos sobre o futuro da legislação brasileira.
O episódio mostra que casos de violência extrema não apenas chocam a sociedade, mas também impulsionam debates sobre mudanças estruturais na lei e na forma como o Estado responde a crimes graves.