Pior notícia: Fux não perdoa e toma drástica atitude contra Lula

Uma reviravolta daquelas movimentou os bastidores de Brasília nesta terça-feira, 24 de fevereiro. Quando parecia que o assunto estava encerrado, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu voltar atrás e anular o arquivamento de uma notícia-crime contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O motivo? Uma suposta intolerância religiosa ligada ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, durante o Carnaval do Rio.
A decisão caiu como uma bomba nos corredores do poder. Gente que acompanha o dia a dia do Supremo ficou surpresa, e não foi pouca coisa. Até porque o próprio Fux tinha mandado arquivar o pedido feito por um advogado semanas antes. Parecia ponto final. Mas não foi.
Erro interno muda o rumo da história
Ao revisar o processo — segundo informações dos autos — o ministro percebeu que poderia ter ocorrido uma falha interna. Algo burocrático, mas que faz toda diferença. A manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que é obrigatória nesse tipo de situação, simplesmente não constava no sistema. Não havia parecer, não havia registro. Nada.
Fux então questionou a própria equipe, pediu checagem, conferência, aquela varredura básica que evita dor de cabeça maior lá na frente. E confirmou: a PGR realmente não tinha se manifestado.
Diante disso, o ministro fez o que pouca gente espera ver na política ou no Judiciário — voltou atrás. Anulou o despacho anterior e determinou que o caso fosse encaminhado novamente à Procuradoria. Só depois da análise do órgão é que ele vai decidir se mantém o arquivamento ou se o caso segue adiante.
Carnaval, política e polêmica
Toda essa história começou por causa do desfile da Acadêmicos de Niterói, que decidiu contar a trajetória de Lula na Marquês de Sapucaí. O enredo, com o título “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, passou pela infância humilde, pela ascensão sindical, pela fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) e pelo retorno à Presidência.
Teve crítica a opositor, teve exaltação política, teve simbolismo religioso. E foi justamente nesse ponto que surgiu a denúncia de suposta intolerância religiosa. O advogado que apresentou a notícia-crime entendeu que determinados trechos poderiam ultrapassar o limite da liberdade artística.
No meio disso tudo, o desfile não empolgou os jurados. A escola terminou com 264,6 pontos, a pior nota do Grupo Especial, e acabou rebaixada para a Série Ouro em 2025. Enquanto isso, a campeã Unidos do Viradouro cravou 270 pontos. A Mocidade Independente de Padre Miguel também ficou à frente, três pontos acima dos niteroienses. Foi um tombo duro.
E agora, o que pode acontecer?
Por enquanto, não há decisão definitiva contra o presidente. O que existe é um processo reaberto por uma questão técnica. A palavra, neste momento, está com a PGR. O órgão vai analisar se há elementos suficientes para dar continuidade à notícia-crime ou se o caso deve ser, de fato, arquivado.
Nos bastidores políticos, o clima é de cautela. Aliados minimizam, opositores observam atentos. Em um ano já marcado por tensões institucionais e debates acalorados nas redes sociais, qualquer movimento no STF vira assunto nacional — e as vezes internacional.
O fato é que, por ora, o caso segue aberto. E em Brasília, como todo mundo sabe, nada é totalmente previsível. Um detalhe processual pode mudar tudo. E mudou.